Friday, May 25, 2007
Friday, May 11, 2007
Sunday, April 08, 2007
tpc 1
Com a realização deste primeiro de quatro trabalhos para casa relativos à cadeira de EATIG pretende-se aferir os conhecimentos adquiridos durante as aulas já decorridas neste semestre. Foram abordados diversos aspectos do software IDRISI. O Idrisi é um software que reúne ferramentas nas áreas de processamento de imagens, geoestatística, apoio a tomada de decisões e análise de imagens geográficas.
Partimos de um conjunto de três ficheiros raster que contêm a informação necessária para a realização deste trabalho. Essa informação vai ser processada e retratada para obtermos uma zona final apta para o cultivo.
Pretende-se identificar as áreas aptas a uma determinada cultura (ex: trigo) na região do Alentejo, tendo em conta as seguintes condições:
1. Precipitação total anual entre 500 e 600 mm;
2. Solos do tipo Vertissolos;
3. Declive inferior a 4%.

A carta de precipitação está dividida em seis classes, identificadas pela legenda:
Precipitação Anual | Classe |
Não identificadas | 0 |
Entre 400 e 500 mm | 1 |
Entre 500 e 600 mm | 2 |
Entre 600 e 700 mm | 3 |
Entre 700 e 800 mm | 4 |
Entre 800 e 1000 mm | 5 |
Visto que procuramos zonas em que a precipitação anual esteja entre 500 e 600 mm, apenas nos interessa a classe 2.
Para esta operação usamos o comando RECLASS (GIS Analysis – Database Query), e criamos um novo ficheiro raster com apenas duas classes, a que damos o nome de 500-600mm.
Carta de precipitação anual entre 500 e 600 nm
Tipos de Solo
A carta de tipos de solo está divida em dezassete classes, identificadas pela legenda:
Como procuramos zonas cujos solos sejam do tipo Vertissolos, interessam-nos as classes 15, 16, 17.
Procedemos do mesmo modo que para a carta de precipitação, reclassificando a carta dos solos. Aos valores maiores ou iguais a 15 e menores que 18 é atribuído o valor 1, e aos valores maiores ou iguais a 1 e menores que 15 é atribuído o valor 0. Criamos assim um novo ficheiro raster com duas classes a que damos o nome de vertissolos.
Carta de Vertissolos
Altimetria
O ficheiro que nos é fornecido apresenta os valores numéricos das altitudes da zona em estudo. Teremos que fazer a conversão para declives para poder analisar os dados obtidos.
Para passar de altimetria a declives basta usar o comando Surface (GIS analysis – Context operators- Surface).
Obtemos então o mapa de altimetrias agora convertido em declives.
Queremos as zonas com declive inferior a 4%, logo fazemos a reclassificação dando valores de 0 e 1, como já foi descrito acima, criando o mapa declive4.

Carta de precipitação, solos e declives
Obtemos uma imagem, a que damos o nome de novas zonas. Esta imagem está dividida em oito classes.
Apenas a última classe indica as zonas aptas para cultivo. Para uma leitura mais fácil da carta, podemos fazer uma nova reclassificação, atribuindo o valor 0 às primeiras sete classes e o valor 1 à oitava classe.
Finalmente obtemos o mapa zonas aptas, que nos mostra quais as zonas apropriadas para o cultivo:
Após o tratamento dos dados e a reclassificação das cartas fornecidos temos uma zona apta ao cultivo.
Nesta segunda parte do trabalho vamos conjugar este mapa obtido com informação extra, disponível no Atlas do Ambiente, que contêm cartas com dados importantes na escolha da zona mais própria para cultivo.
As cartas do Atlas do ambiente estão num formato diferente ao usado no Idrisi, logo tem que se fazer a conversão utilizando este comando SHAPEIDR.
Para sobrepor duas cartas basta abrir a imagem final obtida com a zona apta ao cultivo do trigo e utilizando o botão Add Layer podemos sobrepor e analisar as sobreposições e tirar as devidas conclusões.
Carta das áreas protegidas
Foram feitas diversas sobreposições entre a carta das zonas aptas para cultivo e carta de albufeiras, carta de Regadios, carta de Recursos hídricos, carta de Ferrovias, carta das Áreas Protegidas, carta de Temperaturas e carta de pH do solo.
A área estudada situa-se no Alentejo, e as zonas aptas situam-se nos concelhos de Serpa, Beja, Vidigueira, Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Évora. Nenhuma das zonas seleccionadas está classificada como área protegida, pelo que este critério não interfere na escolha da zona mais apta.
Embora o trigo não seja uma planta que requeira muita rega é sempre importante que a área de cultivo esteja próximo de zonas com recursos a água. Ao analisarmos a sobreposição destas três cartas: carta de regadios, carta de albufeiras, e rede hidrográfica verifica-se que a zona está bem servida em termos de rega.
Carta de regadios, albufeiras e cursos de água
Analisando a carta de temperaturas verifica-se que a temperatura média das zonas em estudo varia entre os 15ºC e os 17,5ºC, uma temperatura amena, sendo que o trigo é uma espécie que se desenvolve em zonas mais quentes, como é o caso do Alentejo. Em termos de pH a zona em estudo apresenta intervalos de pH do solo entre 6,6 e 8,5, sendo pHs com valores perto do neutro, logo favoráveis à agricultura.
Através do comando AREA foi possivel calcular a área da zona de cultivo que é de
Conclusão
Com a realização deste trabalho foi possível por em prática os conhecimentos adquiridos durante as aulas de EATIG. Confirmámos que os SIGs são ferramentas poderosas para diversas finalidades. São ferramentas úteis no que se trata de Engenharia do Ambiente.
Partimos de um conjunto de três mapas com informação por lapidar e foi essa informação que foi processada para chegar a uma área final de cultivo. Os factores de percipitação, tipos de solo e altimetria não são suficientes para determinar uma zona óptima para o cultivo e tem que se conjugar mais aspectos, aspectos esses que estão disponíveis, por exemplo, no Atlas do Ambiente. Através destas novas cartas analisadas, podemos concluir que as zonas seleccionadas são boas para cultivo, embora haja factores limitantes, como o atravessamento destas por ferrovias e cursos de água.






